Bem vindos à seção do “Blog Squad Brasil”, uma coleção de matérias de opinião, de jornalistas, artistas, jogadores e especialistas em basquetebol ao redor do mundo, quem quer compartir os seus pensamentos e opiniões sobre a NBA com você. Aqui você poderá consultar as colunas de opinião de cada um dos nossos convidados especiais.

Os pontos de vista expressados no Blog Squad Brasil representam unicamente a visão daqueles que escrevem neste. Não representam à posição da NBA.com/Brasil, da NBA ou de alguma equipe da liga.

Richard Jefferson
Ala, New Jersey Nets
O Richard Jefferson entrou na NBA depois do seu segundo ano na Universidade de Arizona quando foi selecionado pelo Houston Rockets na primeira rodada (#13) do NBA Draft de 2001. Ele rapidamente foi negociado à New Jersey Nets e foi uma parte chave de uma equipe que alcançou as Finais da NBA em suas primeiras duas temporadas. O Jefferson era conhecido pela sua defesa e o seu atletismo quando chegou à liga, mas nas últimas quatro temporadas, ele tornou-se um jogador mais completo. O seu melhor ano foi em 2004-05 antes de uma lesão no pulso que o causou perder os 49 jogos finais da temporada regular. Ele retornou para os playoffs e hoje está 100 por cento pronto para a temporada de 2005-06.

Passando por Cima de Arizona

Até logo Wisconsin, e se prepara Villanova

Vamos Wildcats!!! Estava meio mau, mas os Wildcats conseguiram ganhar no verdadeiro estilo de um Wildcat. Eles ganharam 20 jogos este ano pela 20ª vez. Vinte vitórias, se classificaram ao torneio, derrotaram a Wisconsin, e eu penso que nós iremos jogar muito contra o Villanova. Eles não têm muito tamanho, e isso é onde temos um pouco de dificuldade também.

Estou apenas tentando me manter saudável no momento. Na última parte da temporada, você olha os seus números num sentido de que eu gostaria de manter a minha porcentagem de meta de campo acima de 50, e gostaria de manter a minha porcentagem de pontuação de lance livre a 80. Mas o mais importante é permanecer saudável para os playoffs.

É engraçado que nós não estávamos recebendo um bom desempenho dos nossos jogadores do banco, mas nós realmente não estávamos jogando o nosso banco. Agora abrimos o nosso banco um pouquinho, e eles foram fatores chaves nas nossas últimas vitórias. É bom para o Jason, o Vince e para mim ter menos minutos de jogo, porque no fim da temporada é difícil, especialmente entrando nos playoffs. Temos talento no nosso banco. É somente uma questão de polir e cultivar esses talentos para que o nosso banco possa fazer o que nós queremos que eles façam quando nós necessitamos.

O Nenad Krstic tem feito um grande trabalho. É agressivo. Joga dentro de si. É um arremessador inacreditável e isso é o que ele tem tentado fazer. Este é o seu segundo ano, e ele tem o luxo de ser capaz de jogar um-contra-um, porque as equipes raramente o marcam.

Presto pouca atenção nas classificações dos playoffs, mas me preocupo mais em focalizar nos objetivos da nossa equipe. Há algumas equipes que nós tivemos mais sucesso contra. Estamos agora apenas tentando ganhar a divisão e ter a vantagem de jogar em casa. Você não quer focalizar no que as outras equipes estão fazendo porque temos os nossos próprios problemas aqui. Temos a nossa própria programação na nossa frente que temos que seguir ao pé da letra.

Estou apenas feliz que eu não jogo para os Knicks. É engraçado porque, se eles ganham, eles recebem toda a atenção, e se perdem, também recebem toda a atenção. Depois de um tempo, não há nenhuma necessidade em prestar atenção neles.

Publicado pelo Richard Jefferson. Dia 18 de março de 2006

O Vince lidera o caminho

Temos ganhado oito jogos consecutivos e acho que o grande fator disso é o Vince Carter, quem está jogando muito mais agressivamente. Os seus números são os quais verdadeiramente têm aumentado. Os meus números têm sido consistentes. Tem dias que tenho uma média de mais pontos, mas nada dramático. E ao contrario, os números do Vince são os que dramaticamente têm incrementado nos últimos jogos. Não é uma surpresa que ele seja quem nos esta liderando nesta categoria.

Tivemos que falar para que ele fosse mais agressivo. Houve momentos quando ele só converteu quatro pontos e tínhamos que continuar dizendo: “Vince, seja mais agressivo na quadra”. Eu acho que ele tem começado a ver e entender que isso é o que queremos dele. Não é que estou preocupado pelos pontos que eu ou outros jogadores fazem. Se ele joga mais agressivamente, ele tem mais confiança na quadra.

Ele tem tido alguns bons lançamentos em momentos definitivos. Ele sempre tem tratado de manter uma boa porcentagem de lançamentos feitos em sua carreira. Em seu segundo e terceiro ano, ele arremessou uns .500. Quando você tem mais de .500, terá alguns dias que não perderá nem um só arremesso.

Temos muita mais rotação agora. O técnico mantém oito ou nove jogadores. Entre uns e outros o Vince conta com muito mais espaço livre na quadra. E você nunca sabe; alguém pode chegar a se lesionar e sempre é bom que ter alguém a mais para substituir. Todos aqui estamos fazendo bem as coisas com compromisso e muito profissionalismo, e tudo esta caminhando bem.

Temos um calendário difícil para janeiro. Se jogarmos bem neste mês, acho que nos ajudara muito para o resto da temporada. Este é o mês definitivo que nos fará estar mais serenos ou mais tensos para o resto da temporada.

Tive um grande natal. Sou alguém difícil para dar presentes, assim que a minha família me deram coisas pequenas como camisetas. Gosto de camisetas diferentes. A minha mãe me deu um relógio. Eu comprei coisas que necessitava para a mina casa e outras coisas para o meu cachorro. Tenho um Bulldog Inglês.

Feliz ano novo!

Publicado pelo Richard Jefferson. Dia 5 de janeiro de 2006

Acostumando uns aos outros

Nos últimos dias estamos tentando de nos acostumar ao novo sistema e aos novos companheiros para chegarmos todos ao mesmo ritmo de jogo. Isso é um processo difícil. O positivo de estar em um grupo veterano é que você não deve se preocupar com um começo lento porque simplesmente todos estamos ‘se adaptando’.

Nos primeiros cinco jogos o técnico da aos jogadores mais veteranos a maior responsabilidade. Agora estamos familiarizando mais com o sistema e com certeza todos na NBA começarão a dar conta disso. Tivemos problemas contra o Indiana e logo quando voltamos para casa contra o Houston tivemos algumas vitórias. Estes são os comuns altos e baixos.

Teve muita atenção no jogo contra a equipe de Indiana e a presença do Ron Artest. Qualquer um pode ser uma grande defesa se tiver o apoio do Jermaine O’Neal e outros mais. O Artest é um grande jogador defensivo, mas não teve nenhum lance livre e isso por que eu tenho uma média de quase 10 por jogo. Não fui à linha de lance livre. Foi um jogo complicado e essa foi à maneira como se desenvolveu essa partida. Em Houston começamos perdendo no inicio e logo tentamos lutar para recuperar a partida, mas ai chegou o Tracy (McGrady) e não pudemos fazer nada para detê-lo.

Agora visitaremos Phoenix para o dia de ação de graças e terei a benção de estar na casa dos meus pais. A minha mãe está muito emocionada e será algo muito interessante. E o natal… em Nova Iorque, onde também passarei o reveillon. Assim é a nossa vida na NBA.

Publicado pelo Richard Jefferson. Dia 15 de novembro de 2005

As Minhas Férias: Viajando Pelo Mundo

Este verão foi o mais longo que eu já tive. Antes, estava sempre concentrado nos playoffs ou nas Olimpíadas ou na liga de verão. Como desta vez estava livre em abril, eu e alguns amigos decidimos viajar. Fui a Cancun com o Luke Walton e o Jason Gardner, meus velhos companheiros de equipe de Arizona. Depois fui a Taiwan e a Hong Kong com a NBA. Logo fui a Vegas com aproximadamente 15 amigos, e depois ainda fui a Europa. Visitei Amsterdã, São Tropez, Paris e Cannes. Esse foi o meu verão. Estive em toda parte do mundo neste verão.

Amsterdã é uma cidade bela, onde tem o Museu Van Gogh e a casa da Anne Frank. Eu sabia algumas coisas de lá antes de viajar, mas quando você chega aí e vê como é realmente, você levar um choque porque não é o que você normalmente pensa que é. É uma cidade lindíssima... com vários parques e lagos e rios fluindo pela cidade. Estávamos com 12 pessoas... o Okafor, o Kareem Rush, o Brian Cook, o Devean George... todos nós fomos juntos em um grupo. Se divertimos bastante. Muito de nos nunca realmente tínhamos viajado a Europa antes, pois só agora estamos numa posição onde somos capazes de ter os recursos para fazer muitas coisas que nós queremos fazer. Nós basicamente andamos ao redor de Amsterdã e vimos de tudo. Nós então fomos a São Tropez e alugamos um barco para passear no Mediterrâneo. É um lugar belo.

A razão porquê voltei mais cedo no ano passado para os playoffs foi porque sentia falta de jogar basquete. Queria participar de um acampamento inteiro e ser capaz de jogar com os meus companheiros de equipe por uma temporada completa.

Publicado pelo Richard Jefferson. Dia 2 de novembro de 2005